terça-feira, 27 de junho de 2023

Informe MS



 

Ministério da Saúde recomenda colocação do DIU por enfermeiros no SUS

Data de publicação: 02/06/2023


Nota técnica visa ampliar a prestação do serviço também por esses profissionais


Foto: Divulgação/Marie Stopes Timor-Leste   

A Nota Técnica Nº 31/2023 publicada pelo Ministério da Saúde prevê a ampliação da disponibilidade de dispositivo intrauterino (DIU) no Sistema Único de Saúde (SUS). O documento orienta a colocação e retirada desse método contraceptivo por enfermeiras e enfermeiros e não somente por médicas e médicos. A Coordenação de Atenção à Saúde da Mulher (Cosmu) do Departamento de Gestão do Cuidado Integral da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (DGCI/Saps) elaborou o documento que enfatiza a importância desses profissionais na estratégia de ampliação do acesso ao DIU para a contemplação das necessidades contraceptivas de mulheres, adolescentes e pessoas com útero.

“O Ministério da Saúde revê seu posicionamento técnico quanto a inserção e retirada do dispositivo intrauterino (DIU) somente por médicos. A nova nota técnica viabiliza que estados e municípios possam fortalecer as ações para inserção e retirada do DIU também por enfermeiros capacitados, possibilitando que haja uma ampliação do acesso à contracepção reversível de longa-duração, visto que os enfermeiros estão presentes nas Unidades Básicas de Saúde, maternidades, e outros serviços de saúde que podem ser oportunos para o planejamento reprodutivo. Está nota poderá contribuir para fortalecer não somente os direitos das mulheres, mas também contribuir para a redução da mortalidade materna”, afirma a coordenadora de Atenção à Saúde da Mulher, Mônica Iassanã.

O método de longa duração é seguro e eficaz, recomendado não só para quem pode esquecer de tomar a pílula anticoncepcional diariamente, mas também para quem deseja uma contracepção a longo prazo. O DIU tem duração de 10 anos e é ofertado gratuitamente na Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS.

As mudanças na oferta do dispositivo visam à ampliação do acesso aos métodos contraceptivos na APS para a promoção da saúde reprodutiva; para que o planejamento reprodutivo e familiar seja adequado às necessidades das pessoas em seus diferentes momentos de vida; e para que haja uma redução das gestações não planejadas, dos abortos inseguros e da morbimortalidade materna e infantil.

Juliana Wahl, consultora técnica da Coordenação de Atenção à Saúde da Mulher considera que a publicação da Nota Técnica nº 31/2023 representa um avanço no direito das mulheres, pois amplia o acesso ao planejamento reprodutivo. “As evidências científicas mostram que tanto médicos quanto enfermeiros são profissionais que, se capacitados, podem realizar de forma segura a inserção e retirada do DIU. Portanto, ampliar a perspectiva do número de profissionais a serem capacitados e também ampliar acesso ao aconselhamento sobre todos os métodos, incluindo a inserção e retirada do DIU, contribuirá para a efetivação dos direitos reprodutivos das pessoas.

A APS tem como papel oferecer o acesso a diversos métodos e técnicas de contracepção, assim como informações e orientações, respeitando a autonomia e a individualidade das pessoas. Da mesma forma, a Atenção Especializada também deve promover acesso a diversos métodos e técnicas de contracepção,

especialmente no que diz respeito à contracepção secundária após eventos obstétricos (pós-parto e pós-aborto).

Além da desinformação da população em geral a respeito do método, as mulheres ainda enfrentam dificuldades no acesso ao DIU no Brasil, incluindo a falta de profissionais qualificados para a colocação desse método contraceptivo. Esses dados evidenciam a necessidade da atuação colaborativa de diferentes profissionais de saúde e propiciam o fomento para a participação de enfermeiras e enfermeiros nas estratégias de ampliação da oferta contraceptiva. O treinamento desses profissionais tende a resultar em sucesso nas inserções do dispositivo, além de reforçar o acesso a essa escolha contraceptiva.

O documento reforça ainda que a APS do SUS tem papel fundamental no planejamento reprodutivo e familiar, e a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Pnaism) tem como objetivo específico estimular a implantação da assistência em planejamento familiar no âmbito da atenção integral à saúde. A Pnaism inclui também a qualificação da atenção ao planejamento reprodutivo; a ampliação do acesso às informações qualificadas sobre contracepção; assim como a garantia da oferta dos diferentes métodos contraceptivos para a população em idade reprodutiva.

Agnez Pietsch/Saps/MS


quinta-feira, 1 de junho de 2023

Informe MS



 

Mais Médicos bate recorde com mais de 34 mil profissionais inscritos

Data de publicação: 01/06/2023


Último edital do programa alcançou o maior número de cadastros da história. Expectativa é que até o fim do mês os médicos já estejam em atuação


Foto: Andreia Ferreira

O Programa Mais Médicos bateu o recorde de inscrições de profissionais, com 34.070 médicos cadastrados no chamamento de vagas, sendo 19.652 brasileiros com registro profissional no país. O número de inscritos foi o maior já alcançado desde a criação da iniciativa, em 2013, durante o governo da presidenta Dilma Rousseff. O prazo para inscrições foi encerrado nesta quarta-feira (31). 

A próxima etapa é a publicação das inscrições validadas, que será veiculada nesta quinta (1º), seguida por período de interposição de recursos e, por fim, a divulgação dos resultados finais. A expectativa é que a partir do dia 16 de junho seja divulgada a confirmação das vagas e dos locais escolhidos pelos candidatos, com começo da atuação dos médicos previsto para o fim do mês. 

Os médicos brasileiros registrados no Brasil terão prioridade no preenchimento das vagas. As vagas não ocupadas por médicos com registro no país serão preenchidas por brasileiros formados no exterior ou estrangeiros, que continuarão atuando com Registro do Ministério da Saúde (RMS). 

Na manhã desta quinta-feira (1º), foi realizada uma coletiva de imprensa no Ministério da Saúde com a participação do secretário de Atenção Primária à Saúde (Saps), Nésio Fernandes; do secretário adjunto da Saps, Felipe Proenço; e da diretora de Apoio à Gestão da Atenção Primária, Luciana Maciel. Para Nésio Fernandes, as melhorias do Mais Médicos representaram um passo importante para a alta adesão da categoria. “O programa está com uma cara nova, renovado e ampliado, com diversos incentivos para fixação e especialização dos médicos”, reforça. 

O secretário detalha que o ciclo do programa agora é de quatro anos, com a primeira metade da atuação destinada à especialização com foco em habilidades e competências de Medicina de Família e Comunidade, e o segundo momento voltado para o mestrado profissional. 

“Ao fim de quatro anos de ensino em serviço, os médicos podem realizar a prova de título da sociedade e ter três títulos, caso seja aprovado nas avaliações previstas: especialista Lato Sensu, mestrado profissional e a possibilidade da realização da prova de título de Médico de Família e Comunidade”, destaca o titular da secretaria. 

Além disso, os profissionais vão receber incentivo para atuação em locais de difícil acesso, com percentuais que variam de acordo com a vulnerabilidade, dificuldade de fixação de médicos e porcentagem da população que depende unicamente do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Retomada do Mais Médicos 

O Ministério da Saúde divulgou, em 22 de maio, um edital com 5.970 vagas distribuídas em 1.994 municípios de todas as regiões do Brasil. O programa visa garantir atendimento médico especialmente em regiões de vazios assistenciais e, em sua nova versão, traz oportunidades de qualificação profissional para os médicos que atuarem no programa, além de oferecer incentivos para quem ocupar vagas em municípios mais vulneráveis.

O secretário Nésio Fernandes reforça que as novidades incorporadas pelo Mais Médicos este ano buscam atrair e valorizar o profissional que participa do programa e, assim, garantir o cuidado da população e das comunidades. “Quem participa tem a chance de garantir formação em Medicina de Família e Comunidade. Nosso objetivo é que os profissionais com registro no Brasil ocupem as vagas que estão sendo ofertadas e, por isso, pensamos em tantas estratégias”, reforça. 

Além da oportunidade de qualificação, todos os participantes poderão receber incentivos pela permanência no programa. Aqueles que forem alocados em regiões de extrema pobreza e vulnerabilidade, conforme classificação divulgada por meio de edital, recebem percentual maior. 

A retomada do programa Mais Médicos com reformulações e mais benefícios foi anunciada em março pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e pela ministra da Saúde, Nísia Trindade. 

Saúde em todo o Brasil 

Fortalecer a Atenção Primária é um passo importante para garantir o acesso à saúde da população. “Estudos recentes, tanto nacionais quanto internacionais, demonstraram redução de até 25% da mortalidade infantil naquelas cidades que têm maior presença de profissionais do programa Mais Médicos em atuação”, ressalta o secretário-adjunto de Atenção Primária à Saúde, Felipe Proenço. Vale lembrar que, com a Atenção Primária, é possível prevenir e atender cerca de 80% das demandas da população. 

Confira mais detalhes sobre as inscrições: 

Médicos com CRM

19.652

Brasileiros com registro no exterior

10.523

Estrangeiros com registro no exterior

3.895

Total de brasileiros inscritos

30.175

Total geral

34.070

Adaptado da Ascom/MS


Informe MS



 

Iniciativa online cria espaço permanente para a promoção de educação em saúde bucal no SUS

Data de publicação: 01/06/2023


Ministério da Saúde e Universidade de São Paulo abrem espaço virtual para troca de conhecimento, experiências e reflexões sobre temas pertinentes à saúde bucal coletiva


Uma parceria entre o Ministério da Saúde, por meio da Coordenação Geral de Saúde Bucal (CGSB), e a Universidade de São Paulo (USP) criou o SIG, Coordenação Geral de Saúde Bucal: Educando no SUS, ação que permitirá a troca de conhecimento, experiências e reflexões sobre temas pertinentes à saúde bucal coletiva no Sistema Único de Saúde (SUS). 

O espaço de educação permanente da Coordenação Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde conta com o apoio da Faculdade de Odontologia da universidade e tem como público-alvo gestores e profissionais de saúde do SUS de todo o país.

As webconferências do SIG CGSB serão regulares e ocorrerão até o fim do ano, sempre com um professor convidado para falar de um tema de saúde bucal. O próximo encontro virtual entre gestores e profissionais de saúde com um especialista ocorre em 1º de junho, e será comandado pelo Prof. Rogério de Mesquita Spínola, da Escola Municipal de Educação Profissional e Saúde Pública Prof. Makiguti da Prefeitura de São Paulo. O tema é “O trabalho a 4 e 6 mãos na equipe de Saúde Bucal”. 

A transmissão da webconferência ocorre neste link, entre 19h e 21h (de Brasília). Os participantes precisam, primeiro, se cadastrar no Portal RCC para depois, fazer o login e acessar a reunião. Acesse os vídeos tutoriais em caso de dúvida. Mais informações ou problemas com a conexão podem ser resolvidos pelo número 0800-722-0216 (Telefone/WhatsApp) ou e-mail: atendimento@rnp.br.

Nucom/Saps


Informe MS



 

Nota técnica traz novas orientações sobre doença de mão-pé-boca

Data de publicação: 31/05/2023


Secretarias estaduais e municipais de Saúde precisam ficar alertas sobre possíveis surtos, que ocorreram em março em nove municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul


Fotos: DGCI/Saps

Atento a possíveis surtos da doença de mão-pé-boca em municípios de todo o País, o Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (CIEVS) faz um alerta a secretarias estaduais e municipais de Saúde, no âmbito da Atenção Primária à Saúde e à Atenção Especializada. As novas orientações constam na Nota Técnica nº 16/2023 (0033506310), elaborada pelo Departamento de Emergências em Saúde Pública (DEMSP), Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças não Transmissíveis (DAENT), Departamento de Gestão do Cuidado Integral (DGCI), Departamento de Imunização e Doenças Imunopreveníveis (DPNI) e Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ).

A doença de mão-pé-boca geralmente não é grave, mas muito contagiosa, espalhando-se rapidamente em escolas e creches. Surtos sazonais normalmente ocorrem entre a primavera e o outono. Em março de 2023, o CIEVS Nacional recebeu a notificação de surtos em municípios de São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Neste último estado, até o dia 27 de abril, foram notificados 168 surtos em 62 municípios, com um total de 1.704 casos. No módulo de surto do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), entre 2017 e 2022 foram registrados surtos da doença de mão-pé-boca em Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Um vírus da família Picornaviridae causa a doença de mão-pé-boca e normalmente habita o sistema digestivo. Os vírus que mais frequentemente causam a doença de mão-pé-boca são o Enterovirus 71 e o Coxsackievirus A16. Geralmente, é uma doença autolimitada, com um curto período de incubação de 3 a 6 dias. O nome da doença se deve ao fato de que as lesões aparecem comumente em mãos, pés e boca.

Transmissão

Embora possa acometer também os adultos, a doença é mais comum na infância, em bebês que estão amamentando e menores de cinco anos de idade. A transmissão ocorre de pessoa a pessoa, direta ou indiretamente, por meio das fezes e secreções respiratórias, desde o período de incubação até algumas semanas após a infecção, ou então através de alimentos e de objetos contaminados. Mesmo depois de recuperada, a pessoa pode transmitir o vírus pelas fezes durante aproximadamente quatro a oito semanas. O período de maior transmissibilidade é a primeira semana após o início dos sintomas.

Sintomas mais comuns

As principais manifestações da doença são: febre, erupções maculopapulares ou papulovesiculares em mãos, pés e nádegas, além de úlceras na mucosa oral e ao redor da boca. Em alguns casos, as erupções podem progredir para lesões bolhosas, amplamente distribuídas pelo corpo.

A erupção geralmente não causa coceira, caracterizando-se por manchas vermelhas planas ou ligeiramente elevadas, às vezes com bolhas com uma área de vermelhidão na base. O fluido na bolha e a crosta resultante que se forma à medida que a bolha cicatriza, podem conter o vírus.

Também podem estar presentes mal-estar, falta de apetite, vômitos e diarreia. A complicação mais comum é a desidratação secundária à dificuldade de ingestão pela existência de lesões aftosas em cavidade oral.

Recomendações

Em domicílios, instituições e outros ambientes de convivência em que houver um caso suspeito recomenda-se uma série de cuidados, como lavar as mãos frequentemente com água e sabão; limpar e desinfetar superfícies com água e sabão tocadas com frequência e itens compartilhados, incluindo brinquedos e maçanetas; evitar o compartilhamento de utensílios pessoais, como talheres, copos, pratos, toalhas; evitar tocar olhos, nariz e boca; e evitar contato próximo com pessoas doentes.

Também é aconselhável afastar as pessoas doentes da escola ou do trabalho até o desaparecimento dos sintomas, que duram entre 5 a 7 dias.

Notificação

Casos individuais da doença não são de notificação compulsória, o que significa que não há a obrigatoriedade dos serviços de saúde e secretarias municipais informarem cada diagnóstico feito. No entanto, surtos de dois ou mais casos em uma mesma instituição ou ambiente de convivência são de notificação imediata e obrigatória.

Caso seja interesse do estado, é possível habilitar no módulo de Surto do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) o código da Classificação Internacional de Doenças, na 10ª edição (CID-10) da doença mão-pé-boca para a notificação dos casos.

A notificação pode ser feita pela Ficha de Notificação Imediata de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública, pelo e-mail notifica@saude.gov.br ou pelo telefone 0800 644 6645.

A doença de mão-pé-boca normalmente não necessita de internação, pois é uma doença leve e autolimitada. O tratamento é sintomático, com analgésicos e antitérmicos, até mesmo para os casos graves da doença. Porém, caso as feridas na boca dificultem a deglutição de líquidos, pode ser necessária a realização de hidratação parenteral. É recomendado que o paciente permaneça em repouso, tome bastante líquido e alimente-se bem.

Nucom/Saps


Informe MS



 

Conheça três melhorias anunciadas pelo Ministério da Saúde nessa segunda-feira (29) para o Programa Mais Médicos

Data de publicação: 31/05/2023


Maior prazo para recém-formados apresentarem registro profissional e oportunidade de optar por perfil de maior vulnerabilidade são algumas das medidas anunciadas


O Ministério da Saúde anunciou, nesta segunda-feira (29), novas melhorias ao Programa Mais Médicos. Uma das novidades é o maior prazo para médicos recém-formados apresentarem registro profissional, ou seja, será possível apresentar o diploma até o fim do processo seletivo. A orientação é que esses médicos busquem o Conselho Regional de Medicina para emitir os documentos em tempo hábil. A mudança foi publicada no Diário Oficial da União, que oficializou outras duas novidades.

Agora também será permitido que os médicos já atuantes na Atenção Primária à Saúde possam ingressar no programa para o mesmo perfil de localidade ou um perfil de maior vulnerabilidade. Além disso, os profissionais que atuam por meio do Programa Médicos pelo Brasil - criado na gestão anterior - poderão optar pela continuidade dentro do novo Mais Médicos.

Na avaliação do secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Nésio Fernandes, as melhorias são uma oportunidade para os interessados garantirem a inscrição. “Ingressar no programa com os incentivos da retomada do Mais Médicos sinaliza longitudinalidade, ou seja, um atendimento continuado, ao longo da vida do paciente. Por isso é importante fixar profissionais nos locais de difícil acesso”, destaca.

Nésio reforça, ainda, que agora os profissionais têm a chance de cursar especialização, durante os dois primeiros anos, com foco em habilidades e competências da Medicina e Comunidade, e nos dois últimos anos, poderão realizar mestrado profissional. “Ao fim de quatro anos, o médico poderá ter três títulos, caso seja aprovado nas avaliações previstas: especialização latu sensu, mestrado profissional e prova de título de Medicina de Família e Comunidade”, explica.

O anúncio das melhorias foi feito em uma live, realizada pelo Ministério da Saúde por meio do YouTube, para responder dúvidas dos internautas. A transmissão contou com a presença do secretário Nésio Fernandes, do secretário adjunto Felipe Proenço e da mediação da jornalista Marília Rastelli.

Inscrição

Para participar, é preciso acessar o site do programa e clicar no banner azul de chamada para a inscrição. Depois, basta selecionar o perfil, preencher os dados obrigatórios e selecionar a Declaração de Manifestação de Interesse do Médico.

Importante destacar, contudo, que ao fim do processo, deve aparecer a mensagem “Sua inscrição foi realizada com sucesso!” na tela. Caso a mensagem não apareça, verifique se algum dado não foi validado ou informado com erro ao sistema e tente novamente.

Ministério da Saúde

Informe MS



 

Como vai funcionar o reembolso do Fies para profissionais do Mais Médicos?

Data de publicação: 30/05/2023


Aprovados que têm dívida do financiamento estudantil para quitar poderão receber 40% ou 80% do valor das bolsas pagas em quatro anos de trabalho. Confira todos os requisitos e como solicitar


Foto: Alejandro Zambrana/MS

Um dos maiores desafios da Atenção Primária do Sistema Único de Saúde (SUS) continua sendo a fixação de médicos em locais de alta vulnerabilidade, como municípios pequenos, em extrema pobreza e distantes das capitais, além de distritos sanitários especiais indígenas (DSEIs). Para atrair os profissionais, o Ministério da Saúde fez mudanças importantes nas regras do Programa Mais Médicos para o Brasil e, entre os benefícios atuais, está o incentivo financeiro para quem cursou a graduação por meio do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies). O reembolso pode variar de R$ 238 mil a R$ 475 mil.

O secretário de Atenção Primária do Ministério da Saúde, Nésio Fernandes, lembra que o Fies representou uma importante política de inclusão no ensino superior do Brasil, e que este incentivo vinculado ao provimento médico é mais um passo importante na carreira dos beneficiados. “Além de uma estratégia nacional que desse acesso à graduação, esse profissional também pode, agora, no programa Mais Médicos, ter uma especialização, um mestrado, uma prova de título e, inclusive, sair sem dívida bancária”, explica.

Com a Medida Provisória do Mais Médicos, o participante do programa que tiver feito a graduação por meio do Fies (nos termos do disposto na Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001), poderá requerer indenização diferenciada por atuar em área de difícil fixação. Na prática, isso significa que o profissional poderá ter até 80% de incentivo para o pagamento da dívida com a faculdade onde cursou medicina, a depender do tempo de permanência no Mais Médicos.

Confira, abaixo, informações e critérios para obter o benefício:

Valores

Para ter direito ao incentivo máximo por permanência (80% ou R$ 475 mil), além de ter cursado medicina por meio do Fies, o médico precisa participar do programa por, pelo menos, 48 meses, atuando em área vulnerável durante esse tempo, e cumprir integralmente todas as ofertas educacionais durante a sua participação no projeto. Se trabalhar nas demais áreas pelo mesmo período, o profissional pode receber 40% do valor das bolsas pagas pelo Mais Médicos em quatro anos de serviço (R$ 238 mil).

A indenização diferenciada será paga em quatro parcelas, sendo:

  • 10% do total da indenização após 12 meses de exercício contínuo;

  • 10% após 24 meses de exercício contínuo;

  • 10% após 36 meses de exercício contínuo;

  • E 80% após 48 meses.

Pagamento

O pagamento só poderá ser recebido uma vez por participante. O número de vagas disponíveis anualmente para aderir à indenização é estabelecido em atos normativos do Ministério da Saúde. Neste edital, são 340 vagas para obter o incentivo de 80% e 647 para o de 40%.

Como concorrer

Todos e todas que atenderem aos critérios de permanência no programa acima podem concorrer às vagas disponíveis de indenização diferenciada e precisarão fazer o requerimento de reembolso por meio de formulário a ser disponibilizado no site do Mais Médicos.

Laísa Queiroz/Saps/MS