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quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Informe MS




Estratégia de Saúde Cardiovascular completa um ano e orienta prevenção

Data de publicação: 29/11/2022


Objetivo é qualificar a atenção integral às pessoas com condições consideradas fatores de risco para problemas do coração e/ou vasos sanguíneos


Foto: Reprodução da internet

As doenças cardiovasculares estão presentes em pelo menos 6,12% da população brasileira. Em novembro, o Ministério da Saúde celebra um ano da instituição da Estratégia de Saúde Cardiovascular (ESC) no Sistema Único de Saúde (SUS). Com o objetivo de qualificar a atenção integral às pessoas com condições consideradas fatores de risco para as doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus, a ECV também prevê estímulo na adesão ao tratamento e a consequente redução de complicações.

Todos os anos, milhares de pessoas vão a óbito em decorrência dessas doenças, que são a principal causa de morte no Brasil. Em 1990, os problemas do coração e/ou vasos sanguíneos levaram mais de 269 mil pessoas ao falecimento, número que subiu para mais de 397 mil em 2019. Segundo a Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS/MS) esse aumento estaria relacionado ao envelhecimento da população.

No mesmo ano de 2019, 83% das mortes por doenças cardiovasculares no Brasil foram atribuídas a fatores de risco. A hipertensão arterial sistêmica é a mais frequente, além de outros fatores, como alimentação nutricionalmente inadequada, elevados níveis de açúcar no sangue — hiperglicemia — e alto índice de massa corporal — IMC.

Diante desse impacto, as ações de sensibilização, a exemplo da Estratégia de Saúde Cardiovascular, são fundamentais para que a a sociedade tenha conhecimento dos fatores de risco responsáveis por complicações à saúde do coração.

Hipertensão

A hipertensão arterial sistêmica é uma doença crônica não transmissível, conhecida pela famosa medição "14 por 9". Tecnicamente falando, é o nível elevado e persistente da pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmHg e/ou diastólica maior ou igual a 90 mmHg. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde apontam que a hipertensão alcança quase 24% dos adultos com 18 anos ou mais, índice que corresponde a mais de 38 milhões de brasileiros.

O tratamento para controle da hipertensão inclui ações não farmacológicas, como atividade física, alimentação adequada e saudável, além de evitar uso de produtos do tabaco e o consumo de bebidas alcoólicas. Também inclui abordagem medicamentosa, que deve ser acompanhada por um profissional na Unidade Básica de Saúde.

Por se tratar de uma doença que frequentemente não apresenta sintomas, a hipertensão pode evoluir e causar agravos em diversos órgãos, como rins, cérebro e coração. O rastreamento é uma importante ferramenta de detecção e diagnóstico precoce. O Ministério da Saúde recomenda exames regulares para:

  • Pessoas com idade maior ou igual a 18 anos;
  • Pessoas em qualquer idade com fatores de risco para hipertensão, como obesidade e diabetes.

Na Atenção Primária à Saúde, o cuidado da pessoa com hipertensão contempla:

  • Ações de promoção e prevenção à saúde;
  • Acesso a diagnóstico e medicamentos gratuitos;
  • Ações de educação em saúde;
  • Consultas para acompanhamento e monitoramento dos níveis pressóricos (aferição da pressão arterial) pelo menos a cada seis meses.

Diabetes

A diabetes mellitus tem como principal característica os níveis elevados de glicemia (tipo de açúcar), decorrentes de deficiência na produção ou ação da insulina. O Sistema de Informações Hospitalares (SIH) registrou, em 2021, mais de 129 mil internações no SUS por essa condição.

Se comparado com a hipertensão arterial sistêmica, a diabetes é menos prevalente na população, alcançando 7,7% dos adultos maiores de 18 anos. Apesar disso, também impacta significativamente a saúde das pessoas, por ser capaz de causar complicações micro e macrovasculares, ou seja, nefropatias (doenças nos rins), neuropatias (doenças nos nervos), retinopatias (problemas na retina ocular), doenças coronarianas (coração), doenças arteriais periféricas (circulação do sangue), doenças cerebrovasculares (como trombose ou embolia) e insuficiência cardíaca.

O rastreamento é fundamental para identificar o diabetes em fase inicial, possibilitar a oferta de tratamento precoce e reduzir o risco de complicações e o número de óbitos. O Ministério da Saúde reforça o rastreamento para:

  • Pessoas com idade maior ou igual a 45 anos;
  • Pessoas em qualquer idade com sobrepeso/obesidade e fatores de risco para diabetes tipo 2, como inatividade física, história familiar em primeiro grau, história de doença cardiovascular, entre outros;
  • Pessoas em qualquer idade que apresentem sinais e sintomas clássicos de diabetes tipo 2, como poliúria, polidipsia, perda ponderal e polifagia, ou os menos específicos, mas que merecem atenção, como fadiga/fraqueza, visão turva, prurido vulvar ou cutâneo.

Na Atenção Primária à Saúde, o cuidado da pessoa com diabetes contempla:

  • Ações de promoção da saúde e prevenção dos fatores de risco;
  • Acesso ao diagnóstico e a medicamentos gratuitos;
  • Ações de educação em saúde;
  • Consultas para acompanhamento e monitoramento dos níveis glicêmicos pelo menos a cada 6 meses.

Acompanhamento

Existe ainda o exame de estratificação do risco cardiovascular. Trata-se de uma avaliação de fatores clínicos (pressão arterial, tabagismo, índice de massa corpórea, diabetes e outros), para que se possa identificar o risco de ocorrer eventos e doenças cardiovasculares em uma pessoa, em determinado tempo, geralmente dez anos. Ou seja, o objetivo é orientar a prevenção desse tipo de doença.

A estratificação do risco cardiovascular pode ser realizada em qualquer Unidade Básica de Saúde, em todos os indivíduos com idade entre 40 e 74 anos. O Ministério da Saúde recomenda repetir a avaliação anualmente.

Para saber mais sobre saúde cardiovascular, clique aqui. 

Ascom/MS


 

sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Informe MS



 

Saúde promove webinário sobre estratificação de risco cardiovascular no dia 29 de novembro

Data de publicação: 17/11/2022


Encontro com foco na prevenção e no diagnóstico precoce é voltado a profissionais da Atenção Primária do SUS


Foto: Pixabay

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no Brasil, o que exige a qualificação de ações de promoção da saúde, de prevenção e de cuidado aos indivíduos com condições consideradas de risco. Para ajudar na identificação de fatores que predispõem a doenças cardíacas em tempo oportuno, o webinário Estratificação do Risco Cardiovascular na Atenção Primária à Saúde (APS) será realizado no dia 29 de novembro a partir das 10h.

“Ainda há dúvidas por parte dos profissionais de saúde quanto à essa etapa e à condução do cuidado às pessoas com fatores de risco para doenças cardiovasculares”, explica a coordenadora-geral de Doenças Crônicas na APS do Ministério da Saúde (CGDCRO/MS), Patrícia Izetti. “Os objetivos do encontro online consistem em discutir a importância dessa estratificação do risco no primeiro nível de atenção do Sistema Único de Saúde (SUS), apresentar uma ferramenta de suporte e oferecer orientações, a fim de estimular a prevenção”, defende.

Entre os palestrantes, estão a coordenadora Patrícia Izetti, as colaboradoras Luiza Callado e Glauciene Leister (CGDCRO/MS) e a prof. Dra. Luísa Brant (UFMG). O público poderá tirar dúvidas pelo chat do canal do DataSUS no YouTube, e a transmissão ficará gravada. Para saber mais sobre saúde cardiovascular na APS, clique aqui.

 

SERVIÇO
Webinário: Estratificação do Risco Cardiovascular na Atenção Primária à Saúde

Quando: 29/11/2022
Horário: 10h a 11h30
Onde assistir: Canal do DataSUS

CCOM/SapsMS

sexta-feira, 12 de agosto de 2022

Portaria Nº 2.110

Institui incentivo financeiro federal de custeio para apoio à implementação de ações da Estratégia de Saúde Cardiovascular na Atenção Primária à Saúde.

Acesse a portaria na íntegra clicando aqui.

Portaria Nº 2.105

Institui incentivo financeiro federal de custeio para apoio à implementação de ações da Estratégia de Saúde Cardiovascular na Atenção Primária à Saúde.

Acesse a portaria na íntegra clicando aqui.

quarta-feira, 13 de julho de 2022

Informe MS



Doenças cardiovasculares podem aumentar até 30% nos períodos mais frios do ano

Data de publicação: 12/07/2022


Ocorrência de Acidente Vascular Cerebral também cresce até 20% nos períodos de inverno


Foto: Pixabay

O inverno é conhecido como a estação onde há aumento nos casos de doenças respiratórias, mas esse não é o único ponto de atenção com a saúde durante a época do frio. As doenças cardiovasculares são a maior causa de internação e de morte no mundo quando se trata de doenças clínicas não traumáticas. De acordo com o Instituto Nacional de Cardiologia, as ocorrências de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) podem aumentar em até 30%, especialmente em temperaturas abaixo de 14°C. Pacientes com idades entre 75 e 84 anos e aqueles que já apresentam doenças relacionadas ao coração são os mais vulneráveis.

Para Vitor Barzilai, médico cardiologista e coordenador de UTIs do Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal, de modo geral, existe um aumento em torno de 30% das doenças cardiovasculares no inverno, onde o IAM se destaca por seu crescimento. Os índices de Acidente Vascular Cerebral (AVC) também se intensificam nesse período, podendo ter um crescimento de até 20%. Barzilai destaca ainda o aumento de até 5% nos casos de dissecção de aorta, que é quando a camada interna da principal artéria que se ramifica a partir do coração e leva sangue para todo o corpo, acaba se rompendo ou sofrendo um descolamento.

Em 2021, houve aumento no registro de casos de doenças do coração entre os meses de junho e setembro, representando 36,8% do total de internados no ano, segundo o Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH/SUS).

Mas por que isso acontece?

Quando há grande queda da temperatura, o corpo humano passa por uma termorregulação, um mecanismo para regular a temperatura corporal para mantê-la em equilíbrio. A vasoconstrição, que faz parte desse processo, provoca a contração dos vasos sanguíneos e, consequentemente, o aumento da pressão sanguínea, evitando a perda excessiva de calor. Com a queda brusca da temperatura ambiente, a vasoconstrição nos vasos do coração pode resultar em infarto, angina (dor no peito) e até mesmo na morte súbita.

Por isso, no inverno, é importante estar bem agasalhado, manter a prática regular de atividade física e hábitos alimentares saudáveis, evitar o tabagismo e reduzir o consumo de álcool. Estas orientações valem principalmente para aquelas pessoas que já possuem fatores de risco para doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e diabetes.

É importante, ainda, manter o acompanhamento dessas condições crônicas, procurando uma Unidade Básica de Saúde mais próxima, para o adequado controle dos níveis pressóricos e glicêmicos. As doenças cardiovasculares podem ocorrer em qualquer estação do ano e todos os cuidados devem ser contínuos.


Ministério da Saúde



 

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Informe MS



 

SUS oferece assistência gratuita para pacientes com insuficiência cardíaca

Data de publicação: 11/07/2022


Mais de 59 mil atendimentos de pessoas com insuficiência cardíaca foram registrados na Atenção Primária somente nos primeiros quatro meses de 2022



Entre as características das doenças cardíacas está a forma silenciosa que elas se apresentam, o que contribui para o diagnóstico tardio e o desenvolvimento de complicações (Foto: divulgação/Agência Saúde)

 

As Doenças Cardiovasculares (DCV) são as principais causas de internação e de mortes no Brasil quando o assunto é doença clínica não traumática. Em 2021, foram registrados mais de 167 mil atendimentos de pessoas com Insuficiência Cardíaca (IC) na Atenção Primária à Saúde. Em 2022, até o mês de abril, já foram registrados mais de 59 mil atendimentos.

Entre as características das doenças cardíacas está a forma silenciosa que elas se apresentam, o que contribui para o diagnóstico tardio e o desenvolvimento de complicações. Neste Dia Nacional de Alerta à Insuficiência Cardíaca, o Ministério da Saúde orienta sobre os cuidados com o coração.

Sinais e sintomas

A insuficiência cardíaca é um problema de saúde crônico que ocorre quando o coração se torna incapaz de bombear o sangue de forma adequada para os outros órgãos do corpo. Essa condição pode impactar na função pulmonar, renal e hepática. É uma síndrome complexa, que muitas vezes se desenvolve a partir de outras condições crônicas. Entre os principais sinais e sintomas, estão:

Fadiga;
Edema de membros inferiores (inchaço nas pernas);
Dispnéia (dificuldade para respirar);
Ortopnéia (dificuldade para respirar deitado);
Intolerância ao exercício físico.
 

Outros sintomas também podem ser evidenciados, como tosse durante a noite, perda de apetite, inchaço e dor abdominal, ganho de peso ou perda de peso acentuada ao longo dos meses.

Diagnóstico e tratamento

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece toda assistência para a pessoa com insuficiência cardíaca, incluindo ações de prevenção e controle, diagnóstico, oferta de medicamentos específicos, orientações e acompanhamento para uma vida mais adequada e saudável.

O tratamento envolve cuidados diários, controle dos fatores de risco e a utilização correta das medicações, conforme orientação da equipe de saúde.

Acesse para conhecer a Estratégia Cardiovascular na Atenção Primária à Saúde (ECV)

 

Fran Martins/ Ministério da Saúde com edição CCOM Aps

Informe MS



462 municípios devem ampliar ações pela saúde vascular da população

Data de publicação: 08/07/2022


Portarias homologam recursos destinados à qualificação da atenção às pessoas com hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares nas cidades interessadas. 


Foram publicadas, na última semana (1), as portarias de homologação para repasse de recursos a municípios que desejam ampliar ações pela saúde cardiovascular da população por meio da Estratégia de Saúde Cardiovascular na Atenção Primária (ECV). 


As normativas abarcam as 462 cidades que concluíram o processo de adesão, tanto pela portaria destinada a municípios com população acima de 200 mil habitantes, quanto pelo ato normativo direcionado aos municípios de menor porte populacional. Os municípios elegíveis foram classificados conforme critérios técnicos e selecionaram uma Unidade Básica de Saúde (UBS) que atuará como centro multiplicador das ações da Estratégia.


O objetivo é ampliar iniciativas que promovam a qualificação das ações de prevenção, controle e atenção às pessoas com doenças cardiovasculares e seus fatores de risco no âmbito da Atenção Primária à Saúde. No total, R$ 20.244.000,00 poderão ser utilizados por esses municípios, representando aproximadamente 95,85% das cidades consideradas elegíveis. 


É importante destacar que qualquer município pode implementar as ações previstas na ECV, mesmo que não tenha sido beneficiado com o incentivo de custeio federal. Os gestores poderão utilizar os materiais de apoio ofertados pelo Ministério da Saúde no site da APS e, em especial, o instrutivo da Estratégia  de Saúde Cardiovascular na Atenção Primária à Saúde, direcionado a profissionais e gestores, disponível nesse link. Em breve, oficinas de apoio à implementação aos municípios serão também realizadas.



 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Portarias

Portaria GM/MS Nº 3.008 

Institui a Estratégia de Saúde Cardiovascular na Atenção Primária à Saúde, por meio da alteração da Portaria de Consolidação GM/MS no 5, de 28 de setembro de 2017.

Acesse a portaria na íntegra clicando aqui.


Portaria GM/MS Nº 3.009

Institui incentivo financeiro relativo ao exercício de 2021 para apoio à implementação da Estratégia de Saúde Cardiovascular - ECV, no âmbito da Atenção Primária à Saúde.

Acesse a portaria na íntegra clicando aqui.