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quinta-feira, 4 de maio de 2023

Informe MS



 

Inscrições para pesquisa com cuidadores familiares de pessoas com demência são prorrogadas para 31 de maio

Data de publicação: 04/05/2023


Projeto promovido pelo Ministério da Saúde e pela UFSCar avaliará iSupport, plataforma da OMS de apoio à saúde mental e bem-estar de quem tem a doença e de quem cuida, no Brasil


Foto: Freepik

Muitas pessoas cuidam informalmente de um parente ou um amigo que vive com demência. Se esse é o seu caso, o Ministério da Saúde e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) te convidam para participar de uma pesquisa online para avaliar o iSupport, plataforma da Organização Mundial da Saúde (OMS), no contexto brasileiro. Os cadastros tiveram o prazo estendido, e agora podem ser feitos até 31 de maio.

Como se inscrever?

Para participar, é necessário ter mais de 18 anos, ser cuidador(a) familiar/informal de pessoas com demência e ter acesso à internet. A pesquisa dura seis meses e, nesse período, os participantes responderão três formulários: um no início, um na metade e outro no final do processo. Eles serão divididos, de forma aleatória, em dois grupos: um utilizará o programa iSupport-BR por três meses e outro receberá a versão preliminar do novo Guia de Cuidados para a Pessoa Idosa e acesso ao site da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), participando do programa após seis meses de início na pesquisa.

Mais informações estão disponíveis neste vídeo. O canal do iSupport também traz um passo a passo de como utilizar a plataforma, para auxiliar os cuidadores. Para se inscrever, acesse o site da ferramenta e clique em “comece agora”.

O projeto também tem parceria das universidades de Brasília (UnB) e Federal de São Paulo (Unifesp), além de apoio da Febraz. O financiamento foi feito pelo Ministério da Saúde, por meio da Coordenação de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa.

O que é o iSupport?

Uma ferramenta online e gratuita de apoio e treinamento de habilidades na área de saúde mental e bem-estar de cuidadores familiares de pessoas que vivem com demência. O objetivo é melhorar a qualidade de vida não só de quem tem o diagnóstico, mas também das famílias e comunidades em torno dessas pessoas. A partir da testagem com os participantes voluntários, a plataforma será adaptada para a realidade do País. Ao todo, 390 cuidadores de todos os estados brasileiros serão selecionados.

Nucom/Saps/MS


segunda-feira, 3 de abril de 2023

Informe MS



 

iSupport-Brasil: pesquisa com cuidadores familiares de pessoas com demência recebe cadastros até 31 de abril

Data de publicação: 31/03/2023


Projeto promovido pelo Ministério da Saúde e pela UFSCar avaliará plataforma da OMS de apoio à saúde mental e bem-estar de quem tem a doença e de quem cuida


Foto: Freepik

Você cuida de um parente ou de um amigo que vive com algum tipo de demência? O Ministério da Saúde e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) te convidam para participar de uma pesquisa online para avaliar o iSupport, plataforma da Organização Mundial da Saúde (OMS), no contexto brasileiro. Os cadastros podem ser feitos até 31 de abril.

O iSupport é uma ferramenta online e gratuita de apoio e treinamento de habilidades na área de saúde mental e bem-estar de cuidadores familiares de pessoas que vivem com demência. O objetivo é melhorar a qualidade de vida não só de quem tem o diagnóstico, mas também das famílias e comunidades em torno dessas pessoas. A partir da testagem com os participantes voluntários, a plataforma será adaptada para a realidade do País.

Serão selecionados 390 cuidadores de todos os estados brasileiros. Para participar, é necessário ter mais de 18 anos, ser cuidador(a) familiar/informal de pessoas com demência e ter acesso à internet. A pesquisa dura seis meses e, nesse período, os participantes responderão três formulários: um no início, um na metade e outro no final do processo. Eles serão divididos, de forma aleatória, em dois grupos: um utilizará o programa iSupport-BR por três meses e outro receberá a versão preliminar do novo Guia de Cuidados para a Pessoa Idosa e acesso ao site da Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), participando do programa após seis meses de início na pesquisa.

Mais informações estão disponíveis neste vídeo. O canal do iSupport também traz um passo a passo de como utilizar a plataforma, para auxiliar os cuidadores. Para se inscrever, acesse o site da ferramenta e clique em “comece agora”.

O projeto também tem parceria das universidades de Brasília (UnB) e Federal de São Paulo (Unifesp), além de apoio da Febraz. O financiamento foi feito pelo Ministério da Saúde, por meio da Coordenação de Atenção à Saúde da Pessoa Idosa.

Nucom/Saps/MS

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Informe MS



 

Ministério da Saúde debate Primeiro Relatório Nacional sobre a Demência no dia 21 de setembro

Data de publicação: 13/09/2022


Mesa-redonda virtual abordará impressões iniciais dos dados preliminares deste relatório inédito sobre demências realizado no Brasil


Foto: Freepik/Divulgação

Em alusão ao Dia Mundial da Doença de Alzheimer e ao Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer, 21 de setembro, o Ministério da Saúde promoverá uma mesa-redonda virtual sobre as impressões iniciais do Primeiro Relatório Nacional sobre a Demência. O encontro contará com especialistas da saúde e será realizado na próxima quarta-feira (21), das 9h às 12h, no canal do DataSUS no Youtube.

O mapeamento produzido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e financiado pelo Ministério da Saúde pretende fornecer um retrato detalhado sobre a demência no País, para apoiar no planejamento de ações para o cuidado dessas pessoas e de suas famílias. O relatório completo será finalizado em 2023.

Criar estratégias e abordar o assunto com profissionais de saúde e a sociedade como um todo requer planejamento para levar o cuidado às pessoas com demência e seus familiares. Em 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou, em Genebra, Suíça, o Plano de Ação Global para as Demências 2017 – 2025, adotado por 194 países, ressaltando a necessidade urgente de medidas, por parte dos governos, quanto ao cuidado às pessoas com demência.

Em resposta a essa demanda, o governo brasileiro, por meio da Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa na Atenção Primária, desenvolveu diversas iniciativas, como o financiamento de uma pesquisa com a Unifesp para a produção do relatório. Ela visa a estimar o número de pessoas com demência hoje e com projeções para o futuro, assim como a  mortalidade relacionada à doença, as taxas de subdiagnóstico e o estigma relacionado à demência. 

Essa proposta vem ao encontro de outras iniciativas do governo federal, como a validação da plataforma iSupport, em curso, voltada para os cuidadores de pessoas idosas com demência; e a elaboração de guias com orientações técnicas para a identificação e o rastreio das síndromes geriátricas, incluindo os problemas cognitivos (demências e transtornos cognitivos leves). Tais ações contribuem para ampliar a discussão e reflexão sobre o tema, subsidiando, também, a tomada de decisão por parte dos gestores. 

Para participar do encontro, em que serão apresentados os achados iniciais do Primeiro Relatório Nacional sobre a Demência e algumas ações do Ministério da Saúde dirigidas às pessoas com doença de Alzheimer, clique aqui

Contexto
No Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas vivem com alguma forma de demência, e a expectativa é que esse número triplique até 2050. Segundo estimativas do projeto Global Burden of Disease, os números poderão chegar a mais de 150 milhões em 2050, devido ao envelhecimento da população. Esse cenário mostra que a doença deve ser entendida como uma prioridade em saúde pública. No Brasil, estimativas prévias sugerem que mais de 70% das pessoas com demência não estão diagnosticadas, e essa estimativa está sendo revisada no Primeiro Relatório Nacional, que usará dados mais robustos de todo o País. 

A condição da pessoa com doença de Alzheimer tem importante repercussão para a saúde dos indivíduos e suas famílias. À medida que a doença progride, a pessoa vai perdendo a autonomia, e fica cada vez mais difícil fazer as atividades do dia a dia sozinho, sendo necessário um cuidador. Na maioria das vezes, esse apoio é realizado por familiares e mulheres que acabam tendo a  própria saúde comprometida devido a essa responsabilidade. 

Existem maneiras de melhorar a qualidade de vida das pessoas com demência e de seus familiares. No entanto, por ser uma doença progressiva e atualmente sem cura, a prevenção se torna ainda mais relevante. Diversas doenças e comportamentos de saúde que aumentam o risco de desenvolver demência: diabetes, hipertensão, tabagismo, sedentarismo, obesidade, perda auditiva, entre outros. 

Recentemente, em um estudo comissionado pela revista The Lancet, foram identificados 12 fatores de risco modificáveis, que são responsáveis por 40% dos casos de demência no mundo. Portanto, promover ações para a prevenção, para reduzir as taxas de subdiagnóstico; assim como a oferta de cuidados imediatos e a longo prazo, que atendam às necessidades das pessoas com demência são fundamentais para reduzir o impacto dessa condição no Brasil. 

Saiba mais

  • Leia aqui portaria que aprova o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Doença de Alzheimer
  • Confira o Curso da UNA-SUS para capacitar profissionais para cuidado integral a idosos e que aborda a doença de Alzheimer
  • Mais detalhes sobre o iSupport-BR, treinamento online para apoiar cuidadores que sofrem de demência, no site do programa
  • Acesse, também, o site da Federação Brasileira das Associações de Alzheimer (Febraz), que traz importantes informações na temática
  • Para quem não puder acompanhar o evento, a gravação do encontro sobre o primeiro relatório brasileiro sobre doença de Alzheimer poderá ser conferida no canal do DataSUS no Youtube

Deciv/Saps/MS


quarta-feira, 15 de junho de 2022

Informe MS

 



Violência contra a pessoa idosa é tema de debate do Ministério da Saúde

Data de publicação: 14/06/2022


Evento online acontece às 9h30 desta quarta (15) e vai dialogar sobre a prevenção da violência contra o idoso


Foto: Freepik

O envelhecimento populacional ocorre mundialmente e é observado de maneira ainda mais acelerada nos países em desenvolvimento. A Organização Mundial da Saúde estima para 2050, cerca de 2 bilhões de pessoas com 60 anos ou mais no mundo. Em 2015, este público somava 900 milhões de idosos. Nesse contexto, uma em cada seis pessoas dessa faixa etária já sofreu algum tipo de violência, número que tende a aumentar devido ao crescimento de idosos no mundo. Por isso, nesta quarta-feira (15), Dia Mundial da Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa, o Ministério da Saúde realiza a “Mesa Redonda: violência contra a pessoa idosa e o papel da APS”.

O objetivo do encontro é sensibilizar gestores e profissionais de saúde sobre a identificação de sinais de violência, garantindo uma escuta qualificada e o cuidado integral à pessoa idosa que se encontra nessa situação. O evento será online, por meio do canal do Youtube do DataSUS e vai debater a atuação da Atenção Primária à Saúde na detecção e prevenção da violência contra o idoso.O evento ficará gravado e disponível para acesso no canal. 

A violência contra pessoas idosas é um ato único ou repetido, que causa dano ou sofrimento, incluindo consequências psicológicas a longo prazo. Pode se manifestar através da violação de direitos humanos, violência física, sexual, psicológica ou emocional, violência patrimonial, negligência, entre outras. Essa violência pode levar a consequências físicas, mentais, financeiras e sociais, e sua recuperação pode demorar mais tempo do que para pessoas de outros grupos etários.

Confira a programação:

9h30 às 9h40 - Boas-vindas
Raphael Câmara (Secretário de Atenção Primária à Saúde – SAPS/MS) e Lucélia Nico (Coordenadora de Saúde da Pessoa Idosa – COSAPI/CGCIVI/DAPES/SAPS/MS)

9h40 às 10h
“Década Internacional do Envelhecimento: uma oportunidade para combater a violência” - Ariel Karolinski (Coordenador da Unidade de Família, Gênero e Curso de Vida – FGL/OPAS Brasil)

10h às 10h20
“Perfil das violências em idosos e seus fatores de risco” - Patrícia Pereira Vasconcelos de Oliveira (Coordenadora-Geral de Vigilância das Doenças e Agravos Não Transmissíveis – CGDANT/DASNT/SVS/MS)

10h20 às 10:40
“Violência contra a pessoa idosa: desafios e perspectivas para a APS” – Lucélia Silva Nico (Coordenadora de Saúde da Pessoa Idosa – COSAPI/CGCIVI/DAPES/SAPS/MS)

10h40 às 11h
“Rede de atenção e proteção às pessoas idosas em situações de violências: relato de experiência de Goiânia/GO (Médica da Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia e do Hospital das Clínicas da UFG)

Moderadora: Cristina Hoffmann (Técnica da Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa – COSAPI/CGCIVI/DAPES/SAPS/MS)

11h às 11h50
Debate e perguntas e respostas, mediante participação no chat do Youtube.


Ministério da Saúde


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

Informe MS




Conheça o Guia de Atenção à Reabilitação da Pessoa Idosa lançado pelo Ministério da Saúde

Data de publicação: 31/01/2022


Manual é voltado a profissionais que lidam com pessoas com comprometimento em sua funcionalidade


Foto: Freepik

Equipes multiprofissionais de Saúde agora contam com um guia de orientações sobre reabilitação da pessoa idosa, desenvolvido pelo Ministério da Saúde. A obra é voltada a profissionais que lidam com pessoas com comprometimento em sua funcionalidade, seja permanente ou temporário, nos diferentes pontos da Rede de Atenção à Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre os assuntos em destaque no Guia de Atenção à Reabilitação da Pessoa Idosa, está a avaliação da mobilidade, já que os idosos têm maior propensão à instabilidade postural. A investigação da ocorrência de quedas, segundo a publicação, deve ser uma rotina na avaliação da pessoa idosa, para se conhecer as circunstâncias em que ocorreu a queda, o local, o que a pessoa fazia, o tempo que ficou no chão, se conseguiu ou não se levantar sozinha.

O guia foi produzido pela Coordenação Geral de Saúde da Pessoa com Deficiência, do Departamento de Atenção Especializada e Temática, da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, juntamente com a Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa, da Coordenação Geral de Ciclos de Vida, do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas, da Secretaria de Atenção Primária à Saúde, e contou com a contribuição de especialistas das áreas de geriatria, gerontologia e saúde da pessoa com deficiência, além de profissionais dos três níveis de gestão do SUS.

Ministério da Saúde



quinta-feira, 17 de junho de 2021

Notícias

Webpalestra: Enfrentamento à violência contra a pessoa idosa no contexto da Covid-19


Informe MS



 

Capacitação do SUS prepara profissionais da saúde para atendimento a idosos

Data de publicação: 16/06/2021


Junho é marcado por ações para a conscientização da violência contra pessoas idosas


Com o olhar voltado à proteção de idosos, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece a capacitação de profissionais de saúde no acolhimento e atendimento de idosos. Entre os objetivos dos cursos estão a prevenção e identificação da violência em idosos. O tema é debatido em 15 de junho, quando é celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. As capacitações são oferecidos em parceria com a Universidade Aberta do SUS (UnaSUS).

Acesse os cursos

Por meio do Programa de Formação Modular em Atenção à Saúde da Pessoa Idosa, são oferecidos oito cursos autoinstrucionais e gratuitos, na modalidade de Educação a Distância (EAD). Os temas abordam o envelhecimento, ações estratégicas, condições clínicas, caderneta de saúde, abordagem familiar, avaliação multidimensional, estratificação dos perfis de funcionalidades e linha de cuidados para atenção integral à saúde da pessoa idosa. Ao participar das qualificações, os profissionais da saúde podem ser certificados em diversos níveis e modalidades.

Para o secretário de Atenção Primária à Saúde (Saps) do Ministério da Saúde, Raphael Câmara, cuidar e proteger os idosos é uma responsabilidade de todos nós, enquanto Estado e sociedade. “O Ministério da Saúde assumiu esse compromisso e convida todos os brasileiros a assumirem também. Não podemos permitir que a violência comprometa a saúde da população idosa”, afirmou Câmara.

Para ampliar ainda mais a discussão acerca do tema, a pasta também promoveu, nesta terça-feira (15), um webnário para gestores de saúde sobre as ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde para conscientizar sobre a violência contra o idoso.

A Atenção Primária à Saúde e à Vigilância em Saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) também promovem ações para acolher vítimas ou prevenir a violência à pessoa idosa. De 2013 a 2019, a Pasta realizou sete edições do mapeamento de boas práticas de gestão estadual e municipal no campo do envelhecimento. O objetivo é disseminar experiência com resultados positivos para todo o país. As experiências foram apresentadas em seminários nacionais. A iniciativa é uma parceria entre o Ministério da Saúde com o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT/Fiocruz).

Para alertar a população quanto aos crimes envolvendo agressão a idosos, a Organização das Nações Unidas (ONU) escolheu 15 de junho como o Dia Mundial de Conscientização da Violência Contra a Pessoa Idosa. Mais que o próprio dia, junho é o mês voltado ao tema. De acordo com o Estatuto do Idoso, nenhum idoso deverá ser objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão. Todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, tem de ser punido.

DADOS DE VIOLÊNCIA

A diminuição da capacidade funcional do corpo e da mente em razão do envelhecimento pode ser um fator que leva o idoso a múltiplas fragilidades, como dificuldade de locomoção, perda auditiva e falta de interação social. Essas vulnerabilidades expõem esse público a ações e omissões cometidas por parte de quem cuida ou é responsável pelo idoso.

As agressões envolvem a violência física, emocional, sexual e até financeira - em que os responsáveis se apropriam dos bens do idoso para benefício de si próprios. O abandono e a negligência também representam uma forma de violência.

Dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 revelaram que 10,1% dos idosos domiciliados no Brasil relataram ter sofrido alguma forma de violência recente, nos 12 meses anteriores à entrevista, sendo a violência psicológica a mais prevalente (9,6%), seguida das violências físicas (1,6%) e sexuais (0,2%).

Somente em 2019, foram notificados 19.932 casos de violências interpessoais contra idosos, entre os quais as violências físicas foram as mais frequentemente registradas, presentes em 60% dos casos notificados, seguidas das negligências (31%) e violências psicológicas (28%).

Ainda em 2019, foram registrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade 2.057 homicídios de idosos, representando uma taxa de 7,1 mortes para cada 100 mil idosos. Essas taxas foram maiores em homens (13,7), em comparação às mulheres (1,8), e na região norte do país (17,6 por 100 mil idosos).

AÇÕES DE PREVENÇÃO

De acordo com o Estatuto do Idoso, os profissionais de saúde, tanto da rede privada quanto pública, devem notificar à autoridade sanitária local sobre os casos suspeitos ou confirmados de violência interpessoal e/ou autoprovocada contra a pessoa idosa atendida.

A notificação compulsória de violências interpessoais e autoprovocadas no âmbito da saúde não é denúncia, mas um instrumento de garantia de direitos e disparador da linha de cuidado às pessoas em situação de violência, sendo fundamental para a visibilização e conhecimento das violências e direcionamento de políticas públicas e ações de prevenção. Após as etapas de acolhimento, atendimento e notificação, deve-se proceder ao seguimento na rede de proteção social.

Além da notificação, o Estatuto do Idoso determina que os casos de suspeita ou confirmação de violência praticada contra idosos devem ser comunicados à autoridade policial, Ministério Público e/ou Conselho da Pessoa Idosa.

Para mais informações sobre como notificar, verifique a Cartilha de Notificação de Violências Interpessoais e Autoprovocadas, o Instrutivo de Notificação de Violência Interpessoal e Autoprovocada e a página da Vigilância de Violências e Acidentes.

DENUNCIE

No primeiro semestre de 2021, o Disque 100, canal de denúncias do Governo Federal, registrou mais de 33,6 mil casos de violações de direitos humanos contra o idoso no país. Para enfrentar esse tipo de violência, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), responsável pelo serviço, lançou campanha com o tema “Fortalecendo as redes de proteção de direitos”.

Onde procurar orientação ou denunciar:

- Unidades municipais de saúde;
- Delegacias;
- Disque 100 (Direitos Humanos);
- 190: Polícia Militar (para situações de risco eminente).

Além do canal do Disque 100, denúncias podem ser feitas pelo whatsapp, pelo número (61) 996565008. Saiba mais aqui.

*Por Agência Saúde

quarta-feira, 7 de abril de 2021

Informe MS



 

Ministério da Saúde reforça atenção especial às pessoas idosas acometidas pela hanseníase

Data de publicação: 07/04/2021


Doença negligenciada afeta populações vulneráveis que vivem em áreas com piores condições socioeconômicas e estruturais, principalmente pessoas idosas


Dados da revista Cadernos de Saúde Pública nº 9 apontam que, no Brasil, no período de 2016 a 2018, foram diagnosticados 81.205 casos novos de hanseníase. Desses, 19.582 (24,1%) ocorreram em pessoas idosas. Considerando a incidência da doença na população idosa, o Ministério da Saúde reforçará, por meio da Atenção Primária à Saúde (APS) e da Vigilância das Doenças em Eliminação, a integração de ações, entre as áreas técnicas estaduais e municipais da saúde da pessoa idosa e da hanseníase, para reforçar o cuidado dessa população acometida pela doença.

Diante da maior dificuldade de acesso à rede de serviços de saúde, do déficit no autocuidado e na consciência de risco, bem como do desconhecimento dos profissionais quanto ao diagnóstico da doença, a hanseníase, entre a população idosa, é apontada como importante problema de saúde pública para o País.

A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, causada pelo bacilo Mycobacterium leprae (M. leprae), que tem predileção pela pele e nervos periféricos. Apresenta alto poder incapacitante, podendo causar deformidades e incapacidades físicas, fatores que se relacionam fortemente ao estigma e à discriminação das pessoas acometidas pela doença.

A medida que busca integrar o cuidado da população idosa foi publicada por meio da Nota Técnica Conjunta nº 9/2021 - CGDE/DCCI/SVS/MS e COSAPI/CGCIVI/DAPES/SAPS/MS e indica que as ações deverão considerar a articulação local entre as áreas técnicas e os outros equipamentos de saúde importantes para a saúde da pessoa idosa e hanseníase, a capacitação da rede assistencial direcionada a essa população, busca ativa de casos novos, bem como a divulgação dos indicadores demonstrados.


quarta-feira, 24 de março de 2021

Informe MS



 

Conheça o Programa de Formação Modular em Atenção à Saúde da Pessoa Idosa do MS e UNA-SUS

Data de publicação: 23/03/2021


Cursos são voltados para profissionais de saúde da APS para qualificação do cuidado da população idosa


A qualificação dos profissionais de saúde para o atendimento da população idosa na Atenção Primária à Saúde (APS) é fundamental para a garantia do cuidado integral e com resolutividade. Por isso, o Ministério da Saúde, por meio da Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UNA-SUS), vem implementando o Programa de Formação Modular em Atenção à Saúde da Pessoa Idosa com a oferta de cursos voltado aos profissionais da saúde e interessados no tema.

O programa integra oito cursos autoinstrucionais e gratuitos, na modalidade de Educação à Distância (EAD), cujos temas abordam envelhecimento, ações estratégicas, condições clínicas, caderneta de saúde, abordagem familiar, avaliação multidimensional, estratificação dos perfis de funcionalidades e linha de cuidados para atenção integral à saúde da pessoa idosa.

As matrículas podem ser efetuadas até o dia 25 de junho de 2021, pelos links disponibilizados abaixo.

Envelhecimento da População Brasileira

O curso tem como objetivo identificar os fatores que influenciam o contexto do envelhecimento da população brasileira. Para isso, aborda quatro temáticas: envelhecimento da população em números, conceitos relacionados ao envelhecimento, funcionalidade global da saúde, políticas voltadas à população idosa.

Carga-horária: 8h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Avaliação multidimensional da pessoa idosa

O objetivo do curso é realizar avaliação multidimensional da pessoa idosa. Para isso, conta com quatro temas: avaliação multidimensional, avaliação clínica, avaliação psicossocial e avaliação funcional.

Carga-horária: 16h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Condições clínicas e agravos à saúde frequentes em pessoas idosas

Este curso aborda integralmente a saúde da pessoa idosa, conhecendo as peculiaridades de certas condições e agravos. Nesse sentido, trata desde a visão geral da abordagem clínica e peculiaridades das manifestações clínicas, até os gigantes da geriatria e a gestão do cuidado.

Carga-horária: 16h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Ações estratégicas para a saúde da pessoa idosa

O objetivo desse curso é mapear a população idosa sob a responsabilidade das equipes de atenção básica, para o planejamento das ações de promoção da saúde, prevenção de agravos e atenção à saúde. Para isso, são abordados o mapeamento da população idosa, a capacidade funcional da pessoa idosa, os planos de ação e cuidado, a rede de atendimento e suporte.

Carga-horária: 10h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Caderneta de saúde da pessoa idosa

Dividido em nove fases, o objetivo do curso é qualificar o cuidado à saúde da população idosa na Atenção Básica, abordando temas como promoção da saúde, trabalho em equipe, acolhimento, avaliação da capacidade funcional e visitas domiciliares.

Ao acessar cada fase, o estudante acompanha uma história em quadrinhos, com situações-problema, encontrando possíveis soluções nas videoaulas e testando, por fim, os conhecimentos por meio das avaliações formativas.

Carga-horária: 30h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Abordagem familiar e manejo das fragilidades e da rede de apoio

O curso aborda a saúde das pessoas idosas em situação de fragilidade, tendo como foco a participação da família e a mobilização da rede de apoio - formal e informal - para a melhoria da qualidade de vida dessas pessoas. Para isso, são discutidos temas como a complexidade da atuação das equipes de Atenção Básica, o trabalho em rede e a atuação em contexto domiciliar e comunitário.

Carga-horária: 12h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Linha de cuidados para atenção Integral à saúde da pessoa idosa

Este curso apresenta a linha de cuidados para atenção Integral à saúde da pessoa idosa, com destaque à estratificação dos perfis de funcionalidade, incluindo sinais de alertas, e também as competências e articulação intersetorial entre os diferentes pontos de atenção para que seja possível executar as ações necessárias para a implementação da linha de cuidado da pessoa idosa.

Carga-horária: 20h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Estratificação dos perfis de funcionalidades

O curso aprofunda a estratificação dos perfis de funcionalidades, com destaque aos seguintes perfis: Pessoas idosas independentes e autônomas para realizar as atividades da vida diária; Pessoas idosas com necessidade de adaptação ou supervisão de terceiros para realizar as atividades da vida diária; e Pessoas idosas dependentes de terceiros para realizar as atividades da vida diária.

Carga-horária: 24h

Para se matricular e acessar o curso, clique aqui.

Para saber mais sobre esse e outros cursos UNA-SUS, acesse www.unasus.gov.br/cursos


*Com informações da UNA-SUS


segunda-feira, 15 de março de 2021

Informe MS



MS distribuirá mais de 4,5 milhões de cadernetas de saúde da pessoa idosa para 2035 municípios

Data de publicação: 15/03/2021


Incorporação da ficha-espelho na publicação é a novidade da 5º versão do documento


                                                                                                                                                                                        

 

O Ministério da Saúde distribuirá, a partir da próxima semana, mais de 4,5 milhões de cadernetas de saúde da pessoa idosa para 2035 municípios e 14 Distritos Sanitários Indígenas (DSEIs). O instrumento integra um conjunto de iniciativas que têm por objetivo qualificar a atenção primária à saúde da pessoa idosa no Sistema Único de Saúde (SUS). A previsão da pasta é finalizar as entregas até a primeira quinzena de abril.

A caderneta, que está em sua 5ª edição, busca contribuir para a organização do processo de trabalho das equipes de saúde e para a otimização de ações que possibilitem uma avaliação integral da saúde da pessoa idosa, identificando suas principais vulnerabilidades, além de oferecer orientações de autocuidado às pessoas idosas, seus familiares e cuidadores.

Nesta versão, a caderneta conta com o complemento de sua ficha-espelho, destinada ao registro sistematizado das informações sobre a condição de saúde dos idosos, subsidiando os profissionais de saúde na elaboração do plano de cuidados individual dos idosos, bem como o seu acompanhamento longitudinal nos serviços de saúde. As informações também contribuirão para o planejamento e monitoramento das ações desenvolvidas pelas equipes da atenção primária à saúde no território.

Acesse a caderneta na versão digital aqui

Para mais informações, entre em contato com a Coordenação de Saúde da Pessoa Idosa, da Coordenação-Geral de Ciclos de Vida, do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas da Secretaria da Atenção Primária à Saúde (COSAPI/CGCIVI/DAPES/SAPS) pelo e-mail: caderneta.pessoaidosa@saude.gov.br



segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Informe MS


 

MS e UnaSUS ofertam cursos para qualificar o cuidado da população idosa

Data de publicação: 15/02/2021


Capacitações buscam aplicar e disseminar os conhecimentos adquiridos por gestores e profissionais de saúde em sua rotina de trabalho


Com o objetivo de qualificar o cuidado à saúde da população idosa na Atenção Primária à Saúde (APS), o Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Aberta do Sistema Único de Saúde (UnaSUS), abriu inscrições de dois cursos gratuitos autoinstrucionais, na modalidade de Educação à Distância (EAD), para gestores e profissionais da saúde.

O primeiro curso, “Linha de cuidados para atenção integral à saúde da pessoa idosa”, com carga horária de 20h, aborda a estratificação dos perfis de funcionalidade para fins do cuidado, competências dos diferentes pontos de atenção e ações necessárias para a implementação da linha de cuidado da pessoa idosa. Acesse aqui o link para fazer a inscrição. 

Já o segundo, “Estratificação dos Perfis de Funcionalidades”, explora os perfis de funcionalidades das pessoas idosas, identificando os principais sinais de alerta para o comprometimento da funcionalidade, com vistas à melhoria e avanço de ações e intervenções que respondam às reais necessidades em saúde das pessoas idosas. O curso possui 24h de carga horária e sua inscrição pode ser feita aqui.

As inscrições para as capacitações estão abertas até o dia 26 de junho de 2021.


segunda-feira, 30 de novembro de 2020

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Informe MS



Ministério da Saúde reforça cuidados com idosos durante a pandemia

Data de publicação: 01/10/2020


Uma das orientações é permanecer o acompanhamento da saúde dos pacientes idosos no SUS, buscando alternativas, como visitas domiciliares


No Dia Internacional e Nacional do Idoso (1º de outubro), o Ministério da Saúde visa sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento e sobre a necessidade de proteção a saúde das pessoas idosas. Durante a pandemia da Covid-19, esses cuidados estão sendo redobrados, já que pessoas com 60 anos ou mais apresentam maior risco de complicações e letalidade pelo coronavírus.

Atualmente, no Brasil, a população idosa é de aproximadamente 30 milhões de pessoas. Desses, cerca de 60% apresentam hipertensão arterial sistêmica e 23% diabetes mellitus, segundo o inquérito Vigilância de Fatores de Risco para doenças crônicas não transmissíveis (Vigitel), de 2018. Essas condições podem agravar a doença se houver um contágio pela Covid-19.

De acordo com o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (Elsi-Brasil), de 2018, 75,3% dos idosos brasileiros dependem exclusivamente dos serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo que 83,1% realizaram pelo menos uma consulta médica nos últimos 12 meses.

Nesse sentido, focando na importância da organização da rede de atenção à saúde para atender a essa população, o Ministério da Saúde promove diversas ações para ampliar a atenção aos idosos em comunidades e em locais que servem de moradia a essa população, medidas que foram reforçadas desde o início da pandemia.

Já foram investidos mais de R$ 381 milhões na distribuição de 15.150.356 testes de Covid-19 aos estados (7.132.276 PCR e 8.018.080 testes rápidos), além da disponibilização de 282.975.136 Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), que representam R$ 610.545.558,42 de recursos executados aos estados e capitais.

Orientações
Em abril, a pasta participou da construção do Plano Nacional de Contingência para o Cuidado à Pessoa Idosa Institucionalizada na Pandemia da Covid-19, estratégia que reuniu diversas medidas de prevenção, proteção e recuperação da saúde dos idosos que vivem em Instituições de Longa Permanência (ILPI).

As recomendações do Ministério da Saúde incluem medidas de higiene, controle do fluxo de pessoas nos estabelecimentos, proibição de aglomerações, e a orientação de isolamento para idosos que apresentarem sintomas.

Para as Instituições de Longa Permanência (ILPI) é reforçada a necessidade do acompanhamento na Atenção Primária à Saúde, com orientações para eventuais internações e visitas periódicas das equipes da Saúde da Família nas instituições, além da articulação com o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) para prevenção e controle de infecções pelo coronavírus. Nas ILPI, estão 31.725 profissionais que atuam e convivem com 78.216 idosos.

Estados e municípios são orientados a suspenderem as atividades coletivas nos Centros de Referência em Saúde da Pessoa Idosa e nos Centros de Convivência do Idoso no Sistema Único de Saúde, já que os espaços atendem, na maioria, idosos que apresentam comorbidades.

Acompanhamento e prevenção
Devido à importância de não interromper o acompanhamento da saúde dos pacientes idosos no SUS, a orientação é buscar alternativas como as visitas domiciliares.

Durante a campanha de vacinação contra a gripe deste ano, o Ministério da Saúde priorizou as mais de 30 milhões de pessoas idosas no país. Entre elas, as que se encontram em instituições de acolhimento, em um investimento total de R$ 1 bilhão na aquisição de 75 milhões de doses.

 

Fonte: Agência Saúde



 

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Notícias

A Caderneta da Pessoa Idosa integra um conjunto de iniciativas que tem por objetivo qualificar a atenção ofertada às pessoas idosas no Sistema Único de Saúde, instrumento proposto para auxiliar no bom manejo da saúde da pessoa idosa, sendo usada tanto pelas equipes de saúde quanto pelos idosos, por seus familiares e cuidadores.

Esse será o tema da Webpalestra de amanhã, 24/09/2020, às 14h. não percam!!